Galeria Nuno Centeno. Oporto, 2025.
#7
Oil on linen on board, 21×15 cm
Galeria Nuno Centeno. Oporto, 2025.
#5
Oil on linen on board, 21×15 cm
Galeria Nuno Centeno. Oporto, 2025.
Galeria Nuno Centeno. Oporto, 2025.
#2
Oil on linen on board, 23×17 cm
Galeria Nuno Centeno. Oporto, 2025.
Galeria Nuno Centeno. Oporto, 2025.
#7
Oil on linen on board, 21×15 cm
Galeria Nuno Centeno. Oporto, 2025.
#5
Oil on linen on board, 21×15 cm
Galeria Nuno Centeno. Oporto, 2025.
Galeria Nuno Centeno. Oporto, 2025.
#2
Oil on linen on board, 23×17 cm
Galeria Nuno Centeno. Oporto, 2025.
The Sky Was Below (Fiquei dentro para ver o ceu)
Berlin 2025
Nuno Centeno Gallery
Porto, 2026
THE SKY WAS BELOW
(Fiquei dentro, para ver o ceu)
Some time ago I came across the expression ‘to die under your sky’. At the time, I didn’t understand it. Perhaps, with the passing of the years and the realities of life, I have now found its meaning: recognising the importance of the sky above us as our own. Knowing that it is consistenly the same, that it is still there as it has always been, covering everything like an imperceptible protective blanket; the exact piece of sky under which we have chosen to live.
The sky is the only thing that remains in our view every day, yet sometimes we lose awareness of its presence. To see it again, we have to get inside somewhere. Lose sight of it. Miss it. Think about going outside. And then, in an instant, we know that whatever happens, the sky is out there, and despite being subject to constant change, it is immutable.
But where is the sky when we stop seeing it every day? How many days go by without us realising it is there? We only look ahead, down, at screens and the images they project. Urrutia suggests looking for the sky in everything that surrounds us in our daily lives. Understanding the symbols that lead us to it. To turn our gaze inward and bring out everything we want to see outside. Anything that reminds us of the sky can be the sky. Only one image in the memory, one impression or one reminiscence is enough to reach it.
In The Sky Was Below, all the images transport us to that specific moment when our gaze ceases to be mechanical and becomes conscious. For a few seconds — perhaps even longer — we stop what we are doing to feel the sky above us. Even if we are unable to see it. In the exhibition, designed and painted specifically for this subterran space, known as ‘the cave’, each of the paintings functions as a window to the outside world. Through them it is possible to travel without having to move. The paintings become holes in the dense brick wall, enabling something that would otherwise be impossible: observing the sky from underground.
Carolina-Laia Puigdevall
THE SKY WAS BELOW
(Fiquei dentro, para ver o ceu)
Hace tiempo, no recuerdo dónde, me topé con la expresión “morir bajo tu cielo”. En aquel momento no lo comprendí. Quizás ahora que han pasado los años y las realidades le he encontrado el sentido; La importancia de reconocer como nuestro el cielo que hay sobre nosotros. De saber que es el mismo, que sigue ahí como ha estado siempre cubriéndolo todo como un manto protector e imperceptible, que es exactamente el pedazo del cielo bajo el que hemos decidido vivir.
El cielo es lo único que permanece ante nuestros ojos cada día y sin embargo a veces perdemos la conciencia de que está ahí. Para poder verlo de nuevo tenemos que meternos dentro de algún sitio. Perderlo de vista. Echarlo de menos. Pensar en salir. Entonces, basta con un segundo para saber que pase lo que pase está ahí fuera y que, pese a estar sujeto a constante cambio, es inmutable.
¿Pero dónde está el cielo cada día cuando dejamos de verlo? ¿Cuántos días pasamos sin darnos cuenta de que está ahí? Miramos solo al frente, hacia abajo, a la pantalla, a las imágenes que esta proyecta. Urrutia plantea buscar el cielo en todo aquello que nos rodea en el día a día. Entender los símbolos que nos llevan a él. Volver la mirada hacia dentro y sacar del interior todo lo que deseas ver fuera. El cielo puede ser todo lo que nos recuerde al cielo. Basta una sola imagen en la memoria, una impresión o una reminiscencia para llegar a él.
En The sky was below todas las imágenes nos transportan a ese momento concreto en el que la mirada deja de ser mecánica para ser consciente, y durante unos segundos, quizás incluso más, dejas de hacer lo que sea que estás haciendo para sentir el cielo sobre ti. Aunque no seas capaz de verlo. En la exposición, pensada y pintada íntegramente para este espacio subterráneo llamado “la cueva”, cada una de las pinturas funciona como una ventana al exterior. A través de ellas es posible viajar sin la necesidad de moverse. Los cuadros se convierten en agujeros en el denso muro de ladrillo propiciando algo que de otro modo no sería posible, observar el cielo desde el subsuelo.
Carolina-Laia Puigdevall
THE SKY WAS BELOW
(Fiquei dentro, para ver o ceu)
Há algum tempo, deparei-me com a expressão «morrer sob o teu céu». Na altura, não compreendi o seu significado. Talvez, com o passar dos anos e as realidades da vida, agora tenha encontrado o seu significado: reconhecer a importância do céu acima de nós como nosso. Saber que é sempre o mesmo, que continua lá como sempre esteve, cobrindo tudo como um cobertor protetor impercetível; o pedaço exato de céu sob o qual escolhemos viver.
O céu é a única coisa que permanece à nossa vista todos os dias, mas às vezes perdemos a consciência da sua presença. Para o ver novamente, temos de entrar em algum lugar. Perder a sua visão. Sentir a sua falta. Pensar em sair. E então, num instante, sabemos que, aconteça o que acontecer, o céu está lá fora e, a pesar dea pesar de estar sujeito a mudanças constantes, é imutável.
Mas onde está o céu quando deixamos de o ver todos os dias? Quantos dias passam sem que nos apercebamos de que ele está lá? Só olhamos para a frente, para baixo, para os ecrãs e para as imagens que eles projetam. Urrutia sugere procurar o céu em tudo o que nos rodeia no nosso quotidiano. Compreender os símbolos que nos levam até ele. Voltar o nosso olhar para dentro e trazer para fora tudo o que queremos ver lá fora. Tudo o que nos lembra o céu pode ser o céu. Basta uma imagem na memória, uma impressão ou uma reminiscência para alcançá-lo.
Em The Sky Was Below, todas as imagens transportam-nos para aquele momento específico em que o nosso olhar deixa de ser mecânico e torna-se consciente. Por alguns segundos — talvez até mais — paramos o que estamos a fazer para sentir o céu acima de nós. Mesmo que não possamos vê-lo. Na exposição, concebida e pintada especificamente para este espaço subterrâneo, conhecido como «a caverna», cada uma das pinturas funciona como uma janela para o mundo exterior. Através delas, é possível viajar sem ter de se mover. As pinturas tornam-se buracos na densa parede de tijolos, permitindo algo que de outra forma seria impossível: observar o céu a partir do subsolo.
Carolina-Laia Puigdevall